A BASF divulgou o lançamento de uma nova versão de polietersulfona (PESU) desenvolvida com um balanço de biomassa. O material pretende reduzir a dependência de recursos fósseis, diminuir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar o uso de matérias-primas renováveis.O novo material pode acabar utilizado em setores como utensílios domésticos e de catering, automotivo, eletrônicos, saúde, tratamento de água e saneamento. Segundo a empresa, a inovação mantém o desempenho e a qualidade dos plásticos tradicionais sem necessidade de ajustes nos processos produtivos.A empresa informa ainda em nota que a produção do material envolve matéria-prima renovável proveniente de resíduos orgânicos, substituindo recursos fósseis no início do processo. A quantidade equivalente de matéria-prima renovável, por outro lado, é atribuída ao produto final por um sistema de balanço de massa certificado pela ISCC PLUS. Além disso, a fabricação ocorre com eletricidade proveniente de fontes renováveis na planta da empresa em Ludwigshafen, Alemanha.Impacto e CertificaçãoSegundo a BASF, o material pode acabar aplicado em garrafas reutilizáveis, recipientes para micro-ondas, peças automotivas, dispositivos médicos e componentes eletrônicos. A empresa também afirma que cerca de 50% das matérias-primas fósseis utilizadas na fabricação do material são substituídas por insumos bio-circulares certificados, resultando em uma taxa atribuída de 39% no produto final.Para garantir a rastreabilidade das informações ambientais, a BASF desenvolveu uma ferramenta digital que calcula a pegada de carbono dos produtos, o que considera todas as etapas da produção. A certificação de terceiros, como a ISCC PLUS, por sua vez, valida que a substituição de matérias-primas fósseis por renováveis segue os critérios estabelecidos.A nova tecnologia integra a linha de termoplásticos de alto desempenho da BASF, que inclui diferentes tipos de polímeros aplicados na fabricação de membranas para filtragem de água, utensílios domésticos e componentes para os setores automotivo e aeroespacial.Segundo a empresa, a iniciativa faz parte da estratégia da empresa para ampliar o uso de materiais mais sustentáveis e atender às crescentes demandas da indústria por alternativas com menor impacto ambiental.