O crescimento da produção de biocombustíveis e o avanço da industrialização do agronegócio têm ampliado a participação de Mato Grosso na matriz energética nacional. O Estado vem consolidando sua atuação em cadeias ligadas ao etanol de milho, biodiesel e novas alternativas renováveis, como o biometano.Durante debate sobre o potencial energético mato-grossense, o ex-senador Cidinho Santos afirmou que Mato Grosso passa por um processo de transformação econômica impulsionado pela agregação de valor à produção agrícola, expansão das agroindústrias e crescimento da infraestrutura logística.Segundo ele, o Estado reúne condições favoráveis para fortalecer a industrialização da soja, do milho e do algodão, ampliando a competitividade do agronegócio e diversificando a economia local.Atualmente, Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de etanol de milho e ocupa a segunda posição nacional na produção de biodiesel. O avanço dessas cadeias produtivas vem estimulando investimentos industriais e fortalecendo setores ligados à energia, transporte e logística.Outro destaque é o crescimento do debate em torno do biometano, combustível renovável produzido a partir do aproveitamento de resíduos orgânicos gerados por frigoríficos, usinas e agroindústrias. A utilização desses resíduos para geração de energia é apontada como alternativa para aumentar a eficiência energética e reduzir custos operacionais das próprias indústrias.“O biometano é algo novo, mas com potencial gigantesco. Os resíduos das indústrias podem se transformar em energia para abastecer a própria operação industrial e gerar ainda mais competitividade para Mato Grosso”, afirmou Cidinho.Infraestrutura deve impulsionar expansão do setorAlém da produção energética, projetos de infraestrutura são considerados estratégicos para sustentar o crescimento do setor. Entre eles estão novas ferrovias, melhorias rodoviárias e o projeto do alcooduto voltado ao transporte de etanol.Segundo Cidinho, o empreendimento possui interesse da iniciativa privada e aguarda inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que pode acelerar processos de licenciamento ambiental.“A inclusão no PAC não significa dinheiro público. O investimento será privado. Mas isso dará agilidade nos licenciamentos e pode permitir que a obra fique pronta em três ou quatro anos”, explicou.O avanço tecnológico dentro das cadeias industriais também foi apontado como um dos fatores que podem fortalecer a bioenergia no Estado. Entre as soluções discutidas estão captura de CO2, produção de ureia e geração de energia a partir de resíduos orgânicos.A avaliação é de que essas iniciativas podem contribuir para ampliar a segurança energética, reduzir desperdícios e fortalecer modelos de produção industrial mais sustentáveis em Mato Grosso.__________________________________________
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