Polícia Federal apresenta projeto de biocombustível produzido a partir de maconha apreendida

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Projeto ganha destaque em um momento em que Belém se prepara para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em 2025

A Polícia Federal (PF) anunciou um estudo inovador para a produção de biocombustível a partir de maconha (Cannabis sativa) apreendida. O projeto, batizado de "Cannabiocombustível", foi apresentado oficialmente no final de março em comemoração aos 81 anos da instituição.

Segundo o governo, o estudo está em fase inicial e foi desenvolvido com apoio das Universidades Federais do Pará (UFPA) e de Santa Catarina (UFSC). A pesquisa ocorre no Laboratório da Superintendência da Polícia Federal no Pará e visa transformar a droga apreendida em fonte de energia renovável.

Processo e possibilidades de aplicação

O processo experimental envolve a ruptura da estrutura molecular da maconha, resultando na geração de bio-óleo, um biocarvão altamente poroso e um condensado aquoso conhecido como vinagre pirolítico. Esses derivados possuem potencial para diversas aplicações, como:

— > Bio-óleo: possível fonte de energia renovável, com potencial para descoberta de propriedades medicinais em estudos futuros.
— > Biocarvão: Pode ser utilizado para a despoluição de águas residuais ou como fertilizante.
— > Vinagre pirolítico: poderia atuar como conservante de alimentos ou fungicida.

A iniciativa busca oferecer uma alternativa sustentável para o armazenamento e descarte da maconha apreendida, otimizando espaços de logística e reduzindo custos para a administração pública.

Relevância para a COP30

Por fim, vale saber que o projeto ganha destaque em um momento em que Belém se prepara para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em 2025. A pesquisa pode fortalecer as discussões sobre fontes de energia limpa e gestão eficiente de resíduos.

Apesar do avanço científico, os pesquisadores enfatizam que o estudo está em fase inicial e que ainda são necessárias novas análises para determinar a viabilidade da produção e aplicação em larga escala.

A Polícia Federal reforça que a pesquisa segue os protocolos científicos e legislativos vigentes e destaca a importância da inovação tecnológica para a segurança pública e o desenvolvimento sustentável.

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